segunda-feira,
18/12/2001
Acordei na segunda ainda cansado.
Tomei um banho e corri para a agência.
Passei o dia em reunião com o pessoal
da associada de Toronto.
Na verdade, achei uma lástima que eles
viessem a Nova Iorque pra gente se reunir.
Desde que li o “Diário de um Cucaracha”,
do Henfil, tenho um desejo e uma curiosidade de conhecer o Canadá. Não será
desta vez.
Como será que é o lance do cigarro lá?
Será que fumam muito?
Será que é tão proibido quanto aqui?
Aqui é uma maravilha.
Aqui eu não corro o risco de fumar
porque é simplesmente abolido o cigarro.
A reunião transcorreu tranqüila.
Relatos, idéias, comunicados, acordos, acertos e apresentação de cases
americanos, canadenses e nossos.
Um sucesso.
Encerramos com todos comendo sua
porção de comida chinesa.
Meu voo Nova York-Paris era às
dezenove e trinta. Mal tive tempo de voltar correndo ao hotel.
Tomei um drink.
Peguei a minha bagagem, que agora
havia aumentado em trinta ou quarenta quilos.
Rumei para o aeroporto John F. Kennedy,
que fica no Queens.
Fui direto para o check-in. Despachei
a enorme bagagem e fui direto ao bar.
Minha ideia era encher a cara o mais
rápido possível.
Aplacar um pouco o medo de voar e a
vontade de fumar.
Sentado no bar me senti confortável.
Relaxei um pouco.
Pensei que eu era mesmo um idiota
porque estava indo embora da maior cidade do mundo sem conhecer nada além do
Central Park.
Que babaca.
Conheci só lojas e shoppings.
- Merda. Esqueci de comprar uma
porcaria pro Áureo.
Ele jamais me perdoaria se eu não
levasse alguma coisa pra ele.
Corri para o setor de lojas do
aeroporto.
Pra minha sorte (e dele), no quinto
andar, encontrei uma loja de produtos astrológicos.
Comprei um conjunto de mapas, livros,
cristais, programas de computador e outros trecos de astrologia.
Custou os olhos da cara.
Quando consegui voltar ao bar e me
acomodar novamente, chamaram meu vôo.
Adeus, Nova Iorque.
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