segunda-feira, 23 de outubro de 2017

DÉCIMO OITAVO DIA.


segunda-feira, 18/12/2001

Acordei na segunda ainda cansado.
Tomei um banho e corri para a agência.
Passei o dia em reunião com o pessoal da associada de Toronto.
Na verdade, achei uma lástima que eles viessem a Nova Iorque pra gente se reunir.
Desde que li o “Diário de um Cucaracha”, do Henfil, tenho um desejo e uma curiosidade de conhecer o Canadá. Não será desta vez.
Como será que é o lance do cigarro lá?
Será que fumam muito?
Será que é tão proibido quanto aqui?
Aqui é uma maravilha.
Aqui eu não corro o risco de fumar porque é simplesmente abolido o cigarro.
A reunião transcorreu tranqüila. Relatos, idéias, comunicados, acordos, acertos e apresentação de cases americanos, canadenses e nossos.
Um sucesso.
Encerramos com todos comendo sua porção de comida chinesa.
Meu voo Nova York-Paris era às dezenove e trinta. Mal tive tempo de voltar correndo ao hotel.
Tomei um drink.
Peguei a minha bagagem, que agora havia aumentado em trinta ou quarenta quilos.
Rumei para o aeroporto John F. Kennedy, que fica no Queens.
Fui direto para o check-in. Despachei a enorme bagagem e fui direto ao bar.
Minha ideia era encher a cara o mais rápido possível.
Aplacar um pouco o medo de voar e a vontade de fumar.
Sentado no bar me senti confortável. Relaxei um pouco.
Pensei que eu era mesmo um idiota porque estava indo embora da maior cidade do mundo sem conhecer nada além do Central Park.
Que babaca.
Conheci só lojas e shoppings.
- Merda. Esqueci de comprar uma porcaria pro Áureo.
Ele jamais me perdoaria se eu não levasse alguma coisa pra ele.
Corri para o setor de lojas do aeroporto.
Pra minha sorte (e dele), no quinto andar, encontrei uma loja de produtos astrológicos.
Comprei um conjunto de mapas, livros, cristais, programas de computador e outros trecos de astrologia.
Custou os olhos da cara.
Quando consegui voltar ao bar e me acomodar novamente, chamaram meu vôo.
Adeus, Nova Iorque.  

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