domingo, 28/05/2000
Acordei ainda a 01h45 pm. ainda sob os
efeitos alcoólicos da noite anterior. Tempestade em alto mar. Minha cama é um
bote salva-vidas jogada violentamente ao sabor das ondas, talvez, com bastante
sorte, eu chegue numa uma ilha deserta.
E então, eu, Tom Hanks, pobre
naúfrago, tento reconhecer onde estou? Quem sou eu? Quem é esta mulher ruiva
que está deitada ao meu lado? Não parece nenhum pouco com a Julia Roberts. Quem
me dera. Se fosse a Julia, eu nem levantava da cama. Aliás, no estado em que me
encontro não levantava coisa nenhuma.
Heroicamente levanto da cama
completamente mareado. Uma dor de cabeça terrível. A coluna vertebral parece
ter sido pisoteada por um bando de skin-heads. Um tremendo enjôo no estômago
causando ainda um resto de tontura. Uma secura saahárica na boca. Um bafo tão
ruim que até parece que eu comi uns quatro ou cinco cinzeiros cheios no final
da festa. Não dá mais. Tenho que parar. Vou parar de fumar.
Aliás, isto já está totalmente decidido.
Mas sempre é bom repetir.
Fui direto ao banheiro. Abri a porta e
a luz acendeu sozinha!
Mágica?
Não, eu estava diante da geladeira.
Aproveitei e bebi uma garrafa inteira de água.
Dei a volta tropeçando nas roupas
atiradas pelo chão, me orientei: terceira porta à direita seguindo pelo
corredor. Escovei os dentes e voltei pra
cama.
A ruiva havia sumido!
Esfreguei os olhos, verifiquei embaixo
da cama... dentro do guarda-roupa... nada! Desapareceu! Ou será que ela nunca
esteve em minha cama? Será isso que chamam de deliriuns tremens?
Automaticamente acendi um cigarro pra
pensar no assunto e me dei conta que havia estragado meu primeiro dia sem
fumar.
Fui obrigado a adiar.
Não faz mal: amanhã eu paro! Aliás,
domingo não é dia de começar a parar coisa nenhuma.
O negócio agora é acender outro
cigarro e procurar pela ruiva... ou será que era loira?
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